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PROGRAMAÇÃO DA 1º MOTCI

Na abertura da Mostra, no dia 30 de março, as 20h30, na sala principal do Estação Net Botafogo, acontecerá apresentações artísticas  tais como:

 Performance com J. Guaja, um artista indígena da Nação Guajajara do Maranhão que está em movimento e já circulou várias cidades de forma itinerante e independente. Seu trabalho flutua por diversas linguagens e, também, teve grande visibilidade com o projeto Corpo Atemporal, curta metragem produzido durante o ATL21, a maior mobilização indígena do Brasil.

 Desfile de Moda com a coleção da estilista indígena Patricia Kamayurá. Patrícia é mulher indígena, artista, empreendedora, estilista e ativista. Pertence ao Território Indígena do Xingu – MT. Trabalha com arte indígena desde 16 anos. Faz parte do Movimento das Mulheres Indígenas do Brasil. Vencedora do Prêmio Mulheres Combativas do Futuro 2020. Citada por Lillian Pace, uma das maiores críticas de moda mundial, em seu artigo  “ Marcas Indígenas para usar e apoiar”. Patricia Kamayurá revela através da moda étnica, a cultura viva dos Grafismos Sagrados do Povo Kamayurá.

Entrega do Prêmio Tibira. Este Prêmio, especialmente criado, para Mostra Tibira do Cinema Indígena, por Marcelo Cuhuxê Kraho   com a finalidade de, homenagear as pessoas de entidades apoiadoras e atuantes em defesa dos povos originários. Os homenageados são :

Ministra dos Povos Indígenas Sonia Guajajara, Ministra da Igualdade Racial Anielle Franco, Ministra da Cultura Margareth Menezes, Deputada Federal Célia XaKriabá, Adriane Rattes , diretora do Grupo Estação, Cavi Borges da Cavideo, atriz Lucélia Santos, atriz e diretora do filme Hotxuá Leticia Sabatella, atriz Cristiane Torloni, cantora Maria Gadu, Editora Pergunta Fixar de Brasília, Instituto Alok, Takumã Kuikuro e Produtora Terrestre de Brasília, o diretor Luiz Bolognesi do filme “ A Última Floresta”, o diretor Bruno Jorge do filme “ A Invenção do Outro”, a diretora Sabrina Bogado do filme “ Amazônia INC”, a diretora Rosa Berardo do filme “ Ritual Sagrado Kuarup . Entre o Luto e o Recomeço”. A diretora Yasmin Soares do filme “Afluências”, os diretores Ariel Ortega (Kuaray Poty) e Bruno Huyer do filme “ Nossos Espíritos Seguem Chegando”, o diretor Hugo Fulni-ô do filme Xixiá Mestre do Cânticos Fulni-ô, e para , a produtora Cristina Moysés da MAGIC-I e o realizador da Mostra Marcelo Cuhuxê da Kraho Filmes.   

 Para finalizar, A Roda de Maracá com Sandro Akroá Gamela, natural do Maranhão e residente no Rio de Janeiro. Artista Plástico, focado na arte dos grafismos indígenas. Faz maracás, pinturas em telas e artesanato. Morador da Aldeia Maracanã, onde realiza oficinas de maracá, de pintura corporal e oficinas sobre a Cultura Indígena, nas escolas.

Após as apresentações, um mini debate realizar-se-á antes das projeções dos filmes com o crítico de cinema Rodrigo Fonseca e os diretores Marcelo Cuhuxê Kraho e Luiz Bolognesi. Em seguida, o Lançamento Oficial da série documental “Terra Sem Pecado” com a exibição do novo episódio “TransParentes” de Marcelo Kuhuxê Krahô , dá continuidade  à abordagem em torno da diversidade sexual e de gênero entre os indígenas do Brasil , a partir de depoimentos e vivências de três indígenas transexuais/travestis. O filme aborda também os sofrimentos psicológicos e afetivos decorrentes da fragmentação de suas identidades, como os altos índices de suicídio entre jovens indígenas LGBTQIAPNB+, evidenciando os preconceitos e as violências advindos do processo de colonização eurocêntrico e o reforço de ideologias opressoras atuais. E, o filme A Última Floresta “de Luiz Bolognesi ,  retrata em um grupo Yanomani isolado na Amazônia, o xamã Davi Kopenawa Yanomani tenta manter vivos os espíritos da floresta e as tradições, enquanto a chegada de garimpeiros traz morte e doenças para a comunidade. Os jovens ficam encantados com os bens trazidos pelos brancos; e Ehuana, que vê seu marido desaparecer, tenta entender o que aconteceu em seus sonhos.

 

 Na programação da Mostra nos dias 31/03, 01 e 02/04, no período de 15h as 23h, no Hall do Estação Net Botafogo, acontecerá a Feira de Arte, Cultura e Artesanato Indígena com os artistas e artesãos:

 Sandro Akroá - Pintura Corporal, pinturas em telas e artesanato.

Patricia Kamayurá – Coleção de Moda Indígena, A estilista promoverá vitrine em movimento por meio de desfiles relâmpagos durante a feira.

Arthur Kariri  Xocó – Artesão residente em Brasília

Lana Potiguara – Jovem indígena e travesti. Quadrinista

 ilustradora e animadora. A autora se expressa através de seus quadrinhos e suas histórias de cotidiano. Possuem uma linguagem simples e didática para uma boa comunicação com o público. Lançou sua trilogia “Mundo Meio Roxo” e um curta animado inédito “Dandara”. Recebeu o prêmio de reconhecimento artístico e cultural, em 2020.

Exposição “Ara’puka Peró  – Uma cartografia decolonial do Rio de Janeiro nos 200 anos da independência” trás um olhar contra-hegemônico sobre a história do Brasil, capturando imageticamente através da fotografia os símbolos do projeto colonial com suas formas de perpetuação no tempo. É uma obra de reflexão sobre a história do país que tem como foco os territórios que se tornaram cariocas e suas respectivas armadilhas ( arapucas) que naturalizam e glamorizam a barbárie , o genocídio, a riqueza e a dominação. De Caio Climaco

 

A noite, na sala de cinema 02, exibição dos filmes:

 

 “Levante Pela Terra” de Marcelo Cuhuxê Kraho – Premiado o melhor curta no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2022.

Sinopse - Documentário sobre quando 850 indígenas de 43 povos foram à capital do país lutar contra a PL490, pedir o fim da tese do Marco Temporal e se posicionar contra os ataques a seus territórios em plena pandemia.

 

“A Invenção do Outro” de Bruno Jorge – Premiado o melhor longa no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, 2022

 

“Hotxuá”, de Leticia Sabatella e Gringo Cardia.


"521 Anos" Um filme de Adanilo.

 

“ Nossos  Espíritos Seguem Chegando “, de Ariel Ortega(Kuaray Poty) e Bruno Huyer

SINOPSE: Na Tekoa Ko’ẽju, Pará Yxapy, indígena Mbya Guarani, dedica os primeiros cuidados a seu filho, ainda no ventre, e reflete, junto com seus parentes, acerca dos sentidos de sua gravidez em meio a pandemia de COVID-19 no Brasil.

 

“Xixiá Mestre dos Cânticos Fulni-ô” de Hugo Fulni-

“Afluências” de Yasmin Soares, mulher indígena em retomada. Jornalista, Realizadora de Audiovisual. Pesquisadora de afetividade e sexualidade de mulheres não brancas.

Sinopse: Documentário que traz reflexões sobre a afetividade de mulheres indígenas em retomada e a colonialidade do poder através dos depoimentos de três entrevistadas, muita poesia e a metáfora da água.

 

“Ritual Sagrado Kuarap- Entre o Luto e o Recomeço” de Rosa Berardo- Premiado melhor documentário no 23 FICA em 2022. Cineasta. Professora de Cinema. Há mais de 30 anos trabalha com os grupos étnicos do Xingu. Atualmente ensina vídeo e cinema na aldeia Kamayura. Seu enfoque é na formação de olhares indígenas e auto - representação.

Sinopse: Em 2021 os Kamayura realizaram o ritual Kuarap em homenagem aos mortos pela Covid na sua aldeia. As famílias choram e reverenciam aqueles que se foram. O filme foi realizado com a participação dos jovens da aldeia Kamayura.

 

“Amazona INC” de Sabrina Bogado – Diretora do Documentário “Amazona INC- Sociedades Anônimas”. Cineasta. Roteirista. Seleção mostra especial no FICA-2017. Festival Internacional de cinema Ambiental (Goiás Velho). Premiada como o World Humanitarian  Awards, julho 2017.Melhor documentário Festival Scapcine de Cinema Brasileiro, dezembro 2017.

Sinopse :Povos tradicionais estão perdendo suas vidas para salvar a maior floresta tropical do planeta. De um lado os Estados e as grandes corporações e, de outro, pequenas aldeias, obrigadas a formar pessoas jurídicas para fazer frente à entrada do capital internacional, que não entende a riqueza da diversidade, cultura e do direito originário à terra.

Esse documentário foi realizado há 15 anos atrás, mas lamentavelmente, segue atual.

 

“Dandara” de Lana Potiguara. Um curtinha de animação inédito.

Sinopse: Dandara conta a história da personagem jovem de família indígena Potiguara conhecendo uma das histórias de seu povo, passando o dia na aldeia brincando, aprendendo e se preparando para os rituais de seu povo com sua família. Todos se organizam ao redor de uma grande fogueira até algo inacreditável acontece.

 Lançamento Oficial da série documental “Terra Sem Pecado” – 1ºEpisódio – de Marcelo Cuhuxê Kraho – Cineasta. Jornalista. Produtor. Pesquisador brasileiro. Tem se destacado por seu trabalho com o cinema indígena. É conhecido por sua sensibilidade e comprometimento em ecoar vozes e trazer visibilidade às culturas indígenas, valorizando a diversidade cultural e as formas de expressão artística desses povos. Além de sua atuação como cineasta tem sido um importante ativista e defensor dos direitos indígenas  lutando pela preservação das terras e culturas de todos os povos. Seu trabalho tem sido fundamental para a construção de um cinema mais diverso, plural e representativo que valorize as múltiplas identidades e realidades culturais do Brasil.

 Sinopse: Aborda o gênero e a sexualidade em sua mais diversa amplitude entre os povos indígenas e a presença constante do preconceito e a LGBTQ fobia

 

SERVIÇO:

MOSTRA TIBIRA DO CINEMA INDÍGENA

De 30 de março a 02 de abril de 2023.

Hora - Exibição de filmes: 19h e 21h.

Local- Sala 2

Abertura – Dia 30 de Março de 2023

Hora 20h30

Local: Sala 1

Feira de Arte, Cultura e Artesanato Indígena

Hora – De 15h as 23h

LOCAL – ESTAÇÃO NET BOTAFOGO, Rua Voluntários da Pátria,88

REALIZAÇÃO – KRAHO FILMES

APOIO: CASANEM  & INSTITUTO ALOK

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