Pular para o conteúdo principal

MOSTRA TIBIRA DE CINEMA INDÍGENA ITINERANTE

 De 30 de março à 02 de abril, acontecerá a primeira Mostra Tibira do Cinema Indígena Itinerante em parceria com a  na Estação Net Botafogo, Rio de Janeiro-RJ.

A 1ª Mostra Tibira inicia as comemorações do Abril Indígena e tem o objetivo de ressaltar a importância dos povos originários para a preservação e manutenção do meio ambiente, englobando sua luta e resistência frente ao avanço do agronegócio do garimpo e da grilagem nos territórios ancestrais, e seus efeitos sobre a saúde de suas populações.

A Mostra também tem o propósito de evidenciar as consequências que o preconceito trouxe para a população LGBTQIAPNB+ indígena, como os altos índices de suicídio entre os jovens, pelo fato de seus familiares e membros de suas comunidades não aceitarem a sua sexualidade e a sua identidade de gênero.

O machismo, racismo, LGBT fobia e misoginia, como por exemplo, são resultados do preconceito introduzido pelos colonizadores, e na Mostra Tibira vamos ampliar o debate em prol dos avanços da luta LGBTQIAPNB+ indígena e fortalecer as interseccionalidades entre a defesa da Mãe Terra e suas relações os corpos territórios originários por meio de exibições cinematográficas, debates, feira de arte, cultura e artesanato indígena.

A Mostra Tibira, com a curadoria do jornalista e cineasta Marcelo Cuhuxê Kraho, conta com uma programação de filmes premiados no 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, 1º Festival de Cinema e Cultura Indígena 2022 e outros,  com  relevância e importância nas questões, por exemplo, de defesa  do meio ambiente e das populações  indígenas que vivem em seus territórios ancestrais, a fragmentação das identidades indígenas em relação ao processo de colonização e as relações dos corpos originários  da diversidade sexual e de gênero em defesa dos territórios e da Mãe Terra. Além de propor um diálogo com o movimento LGBTQIAPNB+ e também, fazendo parte desta Mostra Tibira, uma feira de arte, cultura e artesanato com indígenas de várias etnias. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PROGRAMAÇÃO DA 1º MOTCI

Na abertura da Mostra, no dia 30 de março, as 20h30, na sala principal do Estação Net Botafogo, acontecerá apresentações artísticas   tais como:   Performance com J. Guaja, um artista indígena da Nação Guajajara do Maranhão que está em movimento e já circulou várias cidades de forma itinerante e independente. Seu trabalho flutua por diversas linguagens e, também, teve grande visibilidade com o projeto Corpo Atemporal, curta metragem produzido durante o ATL21, a maior mobilização indígena do Brasil.   Desfile de Moda com a coleção da estilista indígena Patricia Kamayurá. Patrícia é mulher indígena, artista, empreendedora, estilista e ativista. Pertence ao Território Indígena do Xingu – MT. Trabalha com arte indígena desde 16 anos. Faz parte do Movimento das Mulheres Indígenas do Brasil. Vencedora do Prêmio Mulheres Combativas do Futuro 2020. Citada por Lillian Pace, uma das maiores críticas de moda mundial, em seu artigo   “ Marcas Indígenas para usar e apoiar”. P...